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CASAMENTO

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    FELICIDADE COTIDIANA

    SER VEGANA

    Depois de quase nove anos vegetariana, o veganismo veio também como algo natural que martelava sempre a minha mente, mas também com algumas dúvidas sem respostas.. “será que eu vou conseguir viver sem queijo, chocolate, sorvete..?”, “o que minha família vai achar?”, “como vou sair pra comer com as pessoas que eu gosto?”.

    Não queria começar e parar no meio do caminho, seria uma escolha para todos os meus dias (mesmo não sabendo nada sobre o amanhã) e tomar uma decisão sobre viver uma vida diferente é difícil. É difícil ir ao mercado e saber que você não consome 90% dos produtos que vendem ali, é difícil ficar lendo os rótulos de tudo e não entender quase nada, é difícil descobrir que até picolé de fruta possui derivados de animais.

    Mas também é lindo encontrar uma seleção de produtos veganos no mercadinho perto de casa, descobrir novos sabores e combinações, perceber que você vive sim – e muito bem – sem o queijo de origem animal porque o vegetal também é maravilhoso, e que chocolate vegano é praticamente a mesma coisa, e o sorvete é só um pouco mais caro, mas também é uma delícia.

    Algumas receitas podem sair erradas, alguns lugares podem não ter opções, você vai descobrir que a marca do seu rímel favorito faz testes horríveis em animais e você vai encontrar muito preconceito pelo caminho, mas faz parte da jornada.

    Faz parte da jornada cruzar com gente que acha impossível ser vegano e ser feliz ao mesmo tempo. Quem acha que vegano não tem prazer de comer, e também aquelas pessoas que ficam bem preocupadas com a sua proteína e seus nutrientes incompletos e sua vida cheia de restrições. E isso é uma loucura.

    Eu amo muito comer e desde que me tornei vegana, tem sido ainda mais prazeroso. Sair da minha zona de conforto só me trouxe benefícios (não só na saúde, agora que meu intestino lento vem funcionado super bem), mas também nas minhas descobertas e na consciência de que eu sou, me alimento e consumo apenas o amor. É uma troca de energia com o universo que eu escolhi dar meu melhor, e recebo só coisas boas em troca.

    Eu não consumo a morte pelo prazer de comer. A vida dos animais é valiosa para mim assim como do meu cachorro. É difícil assimilar, ter empatia e enxergar que todos os seres são complexos, cheios de sentimentos e que a vida deles devem ser respeitada também, mas quando você percebe e busca informação é uma jornada bonita.. E aqueles questionamentos bobos do começo já não fazem tão sentido assim.

    Hoje eu tenho amigos que se preocupam com o que vou comer, pessoas que me marcam em qualquer coisa relacionada ao assunto e eu recebo isso como uma troca de amor, sabe? Fico sempre tão feliz! O Allan que vive fazendo receitas maravilhosas e me acompanhando a lugares veganos (mesmo não sendo), me ajudando a pedir prato adaptado em algum restaurante e sempre me respeitando muito apesar nossas diferenças, pois eu nunca tentei convencê-lo a mudar de opinião e nem ele a minha, assim como não faço com ninguém.

    Aqui em casa mudei a marca da pasta de dente, do shampoo, já comprei meus primeiros calçados veganos e vou incorporando ao meu dia a dia com calma, paciência, amor e a mente bem aberta ao mundo de opções e possibilidades que vem surgindo.

    Ter objetivos por amor não te enfraquece, por mais que seja difícil, é o amor que te fortalece a cada reinvenção.

    Espinafre do amor. ♥

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