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BLACK MIRROR: SOBRE O QUE É MESMO?

Já tinha assistido as primeiras temporadas de Black Mirror e estava muito ansioso quando fiquei sabendo que ia sair a nova, desta vez, bancada pela Netflix. Chegou outubro, chegou a nova temporada e ela está fantástica.

As primeira e segunda temporada possuem 3 episódios cada, e foram lançadas em 2011 e 2013 e no final de 2014 foi realizado um Especial de Natal. A nova possui 6 episódios e já está disponível na Netflix. Cada episódio contando uma história diferente com um elenco totalmente diferente.

Vamos olhar na nossa volta e para nós mesmos. O quanto ainda estamos vivendo presos dentro das redes sociais, esperando aceitação de outras pessoas ou querendo se inserir em um meio que em muitas vezes não é o nosso? Aceitação não é algo novo, muitas vezes sentimos essa necessidade, mas a partir de que ponto as redes sociais aceleraram esse processo e quantas pessoas estão vivendo essa paranoia? Sendo algo que não são, indo a lugares que não gostam, simplesmente para serem aceitas em uma sociedade tão “exigente” e exclusiva.

O Primeiro episódio da nova temporada, “Nosedive” nos mostra um pouco disso, mas em um futuro onde todos nós temos notas que os outros nos dão, e todos dependem disso para realizar as atividades do dia a dia. Esta é só mais uma das tantas reflexões que Black Mirror nos coloca em todos os seus episódios.

Quando eu falava desta série para as pessoas, sempre me perguntavam sobre o que era, e eu muitas vezes não sabia explicar, falava que era sobe os efeitos colaterais da tecnologia na nossa vida, que é a definição que o criador da série, Charlie Brooker deu. Mas após assistir todos os episódios, percebi que Black Mirror não é apenas sobre os efeitos do avanço do uso da tecnologia na nossa vida, não é somente sobre os malefícios do excesso das redes sociais, tudo isso é usado somente como um catalisador para nos mostrar uma sociedade doente. Black Mirror não é o futuro, é o presente, aquele que não queremos acreditar ou simplesmente não paramos para reparar.

O nó na garganta e terror psicológico que nos causa, talvez seja por nos atingir bem lá no fundo, por mexer naquilo que não queremos e quando olhamos através deste espelho negro não vemos nenhum reflexo bom.

Meus cinco episódios preferidos: Fifteen Million Merits (T1E2), The National Anthem (T1E1), Playtest (T3E2), San Junipero (T3E4) e White Christmas (Especial de Natal).

Já assistiram? O que acharam? Quais seus episódios favoritos?

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7 Comments

  • Reply
    admin
    7 de novembro de 2016 at 13:41

    Que bom que gostou da indicação!!
    A série é muito boa pra isso mesmo, do mesmo jeito que você fica preso esperando o final do episódio, quando acaba você fica ali para por um tempo tentando digerir aquilo tudo! =)

  • Reply
    .lívia.
    7 de novembro de 2016 at 15:53

    black mirror é simplesmente a serie mais maravilhosa que ja vi em td minha vida! uma previsao do futuro apocaliptico, proximo e provavel! comi tds as temporadas, espero que façam mais logo!

    http://www.tofucolorido.com.br
    http://www.facebook.com/blogtofucolorido

  • Reply
    Simone Benvindo
    7 de novembro de 2016 at 18:41

    Ainda não assisti, mas é tanta gente falando sobre que preciso ver urgente, adorei saber teu ponto de vista sobre a série.
    Charme-se

  • Reply
    Lorraine
    7 de novembro de 2016 at 19:25

    eu acabei a primeira temporada e é um mistos de sensações que não sei explicar. mexe demais com nosso psicologico, emocional.. sei lá! :O fiquei tensa em todos os eps até agora!

  • Reply
    Dai Castro
    9 de novembro de 2016 at 02:30

    Essa série é sensacional! Lembro de ter ficado de queixo caído ao terminar as duas primeiras temporadas e até agora (assistindo a terceira) continuo gostando bastante dos episódio e da maneira com que a série expõem os malefícios do uso exagerado da tecnologia. Mas, acho que acima de tudo Black Mirror, fala muito da nossa conduta em sociedade e dos padrões impostos por ela. Uma ótima série, sem dúvida!

    Colorindo Nuvens

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    Natália Oliveira
    9 de novembro de 2016 at 17:54

    Sempre que eu indico Black Mirror pra alguém eu digo que é uma série de terror – porque é. Tudo o que acontece nos episódios é tão assustador e tão possível! É como você disse, não é o futuro, é o presente. O episódio que mais me assustou é aquele em que o rapaz desconfia que a esposa está traindo ele, porque eu, sem sombra de dúvidas, viveria pra rever minhas memórias. É quase uma vida escrava.
    Eu li um texto muito legal sobre o ep Fifteen Million Merits que dizia que todos nós somos o Bing: sabemos o quão terrível é a situação, falamos sobre isso mas não fazemos nada pra mudá-la efetivamente. Buguei totalmente quando pensei nisso.

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    Lari Reis
    16 de novembro de 2016 at 19:09

    Esse post chegou na hora certa pra mim! Eu não entrei na hype de Black Mirror por alguns motivos, dentre eles a falta de tempo. Ainda assim, estava curiosa para saber melhor do que se trata, mas fui adiando isso até encontrar seu post. Via algumas pessoas falando do "terror" e finalmente entendi a origem disso. Para sentir, precisarei assistir e pode ser que isso entre nos planos. Enquanto eu estava lendo o post, ainda antes de você mencionar, me lembrei de um pensamento que venho cultivando já há algum tempo: o futuro já chegou. A gente tem essa estranha mania de viver fazendo projeções e perder o futuro de todo dia. Espero que Black Mirror seja apenas um dos canais a fazer com que a gente encare a realidade e trabalhe em busca de "remédios" para nossa sociedade/estilo de vida…

    Yellow Ever Shine

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