VIAGEM

FLIP 2019 | MEUS MOMENTOS

FLIP é a Festa Literária Internacional de Paraty que acontece desde 2003, e essa não só foi a minha primeira vez na festa, como também a primeira vez que viajei sozinha, o que tornou a experiência ainda mais especial. Dias que me proporcionaram uma imersão a minha própria companhia e uma das coisas que mais amo, a literatura. Estar sozinha na hamburgueria lendo um livro, ficar na praça à noite tomando cerveja, andar muito e principalmente me perder ~vocês também são péssimos com mapa?~, pelas ruas charmosinhas do Centro Histórico, foi bem interessante.

Inclusive neste ano, Paraty foi reconhecida pela Unesco como patrimônio da humanidade, sendo que desde 1958, era somente o Centro Histórico. É o primeiro local cultural e natural (e não só sítio arqueológico) tornar-se patrimônio na América do Sul.

Paraty é cheia de cores e contrastes. Dizem que fica ainda mais bonita durante a Flip, se fica mais bonita eu não sei, mas bem lotada, sei que fica. Pessoas ocupando as ruas respirando livro, falando sobre livro, indicando livro e lendo muito. Uma vibe que curti muito!

Logo quando cheguei, deixei minhas coisas no hostel e saí para andar sem roteiro e entrei em uma casa onde ia começar a palestra com o título ‘’De onde nascem as histórias’’ e mesmo sem conhecer as autoras, resolvi ficar para ouvir e me emocionei várias vezes. Elas contavam um pouco sobre suas trajetórias, inseguranças e desafios de ser mulher e escrever. Foi uma palestra linda! A partir daquele momento, a sensação de que o universo se encaminhou de me colocar ali naquele lugar (obrigada amor, pelo apoio e presente de sempre <3) não saia da minha cabeça, e fiquei ainda mais animada para curtir os outros dias. 

Débora Baldin Jones Manoel na Flipei, Eliana Cardoso, Conceição Evaristo, José Andarilho e Claudinei Silva. <3

 ”Na ficção, a ideia nasce mais desordenada, por isso é importante ter um arco narrativo. Também é necessário estar aberto às críticas dos leitores e dos editores e ler, ler muito.  Aceitar o que o editor diz e fazer os cortes e adaptações necessários são impressindíveis para tornar o livro melhor. Indicação de leitura: O tempo envelhece depressa, de Antonio Tabucchi.

(anotações sobre a fala da escritora Eliana Cardoso, Algumas Observações)

Durante a Flip, acontecem muitas coisas ao mesmo tempo. Palestras bacanas no mesmo horário, escritores e artistas que você gosta andando pelas ruas e atrações interessantes de quem você não conhece, entra por acaso e acaba curtindo muito. Essa é a graça, voltar para casa cheia de bagagem cultural e muita troca. Porque a Flip não é só literatura, mas também tem diversas vertentes da arte.

Também tem muita amizade, já que foi o lugar de encontrar gente querida e dividir muitas mesas, café, risadas e algumas reclamações sobre os tropeços do calçamento que deixavam nossas pernas doendo muito. Amigas que o blog e a internet me apresentaram e tive oportunidade de conhecer pessoalmente, amigas que eu já conhecia pessoalmente, e uma querida da Paraíba, que me trouxe o conforto bom de um abraço e muita conversa como se eu a conhecesse há anos. 

Ouvir, escrever, ler e observar, me move tanto, e por mais que ás vezes me fique esquecido, agora a cabecinha volta cheia de ideias e inspirações para continuar fazendo das coisas que mais gosto: a troca. Poder compartilhar com as pessoas as coisas que gosto e penso e quem sabe, acrescentar, assim como muitos me acrescentam! Histórias mudam nossas vidas.

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9 Comments

  • Reply
    BA MORETTI
    20 de julho de 2019 at 04:06

    essa troca é muito louca né? eu raramento invento de fazer coisas fora da minha rotina mas quando faço sempre fico me perguntando why diabos eu não fiz isso mais vezes HAHAHA as experiências, toda essa imersão cultural, MEUDEUS ♥

    • Reply
      Stéfhanie
      22 de julho de 2019 at 15:16

      Simm, Ba! Sair da nossa bolha tem sempre uma recompensa. <3

  • Reply
    Claudia Hi
    20 de julho de 2019 at 12:11

    Ahh que saudade das suas postagens Sté!

    Ainda não tive essa coragem de viajar sozinha, mas eu imagino que deve ser uma experiência ótima. Gostei muito de como você só vai indo e não faz planos e roteiros. Acho muito mais interessante e especial.

    Não some mais não hein! rs ♥

    • Reply
      Stéfhanie
      22 de julho de 2019 at 15:22

      Aproveitar sem roteiro é uma coisa que gosto muito e aprendi nas viagens com o marido.. Assim vamos descobrindo lugares lindinhos e coisas bacanas para fazer, por acaso. <3

  • Reply
    Alê
    22 de julho de 2019 at 09:19

    Viajar sozinha é sempre uma experiência marcante neh? Eu era muito ruim de mapa pq sempre deixava essa função de gps para o marido. Mas é questão de treino e viajar sozinha é uma ótima oportunidade pra isso. Sou doida pra conhecer Paraty e sempre fico babando quando vejo posts de alguém que visitou a cidade. Quase fui em 2013, mas Paraty acabou saindo do roteiro por falta de tempo de férias. Não iria no período da FLIP por conta da muvuca, pelo menos não numa primeira viagem. Mas morro de curiosidade de ir na FLIP também hhahahhah E a desse ano rolou uns babados hein! Que tempos loucos estamos vivendo… Esses encontros com pessoas queridas acabam ficando ainda mais especiais durante esses tempos difíceis.

    • Reply
      Stéfhanie
      22 de julho de 2019 at 15:25

      Paraty é um lugar muito gostosinho, Ale! Também já fui em não Flip e gostei bastante.

  • Reply
    Gabi Ramalho
    25 de julho de 2019 at 16:43

    Viajar sozinha deve ser uma experiência e tanto. Admiro muito quem consegue fazer esse tipo de programa apenas com a própria companhia, mas ainda não consegui chegar nesse grau de evolução haha na terapia, minha psico sempre me encorajava a dar algumas voltas sozinha, aprender a curtir minha companhia e tudo mais, mas é bem difícil se desprender dessa forma – embora acredito que em outra cidade/estado isso fique um pouco mais fácil. Acho kk de qualquer forma, uma puta experiência e com muito autoconhecimento!

  • Reply
    manie
    26 de julho de 2019 at 17:58

    aaa ♥ ainda não consegui parar para escrever o que essa flip foi pra mim. que dias incríveis, né?
    adorei te conhecer, sté, e espero te encontrar mais vezes! foi uma companhia muiiito agradável e inspiradora. me vi muito em coisas que você disse e espero que daqui pra frente a gente se motive cada vez mais a fazer o que nos dá vontade, seja escrever, fotografar, desenhar, criar projetos <3

    um abraço em vc e na família ♥

  • Reply
    Bruna
    31 de julho de 2019 at 12:27

    Aaaa que coisa mais linda, super corajosa você hein!!
    Um dia também quero colecionar momentos como esse, estar em um lugar que gosto com pessoas maravilhosas e falando sobre um assunto que pra mim é super importante.
    Adorei o post e as imagens, nossa… incríveis <3

    Abraço

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